Rascunhos sobre coisas importantes

Carreguei uma ideia comigo que consistia em fitar em coisas realmente importantes.

E diante da noção de eternidade e do Eterno, todas as demais coisas terrenas ficaram questionáveis e desvalorizadas. Não ao ponto de me desiludir tudo, mas unicamente considerar o valor devido. E tudo fica desvalorizado diante do Eterno.

Comecei com a ideia de “por que as pessoas fazem como fazem?”, e muitas respostas eram parecidas, pois tratavam-se de protocolos em grande parte das vezes. E todos os fatos se resumiam em uma palavra pequena, mas que perambula rumo a passos desastrosos: eu.

Nossos planos majoritariamente têm o propósito genuíno de nos fazer sentir admirado, afagado, inflado.

E são construídos porque nos exigem isso. Seja, faça, tenha. Aí você vai caminhando, cheio de trade-off, cheio de ambições condicionadas e passos delineados por outrem – e outrem aqui pode ser a sociedade mesmo. Pela falsa ideia de liberdade, mas presa por um anseio que parece com o de ser amado ou somente aceitado mesmo.

Até meus 20 anos eu tinha essa ideia parecida. Tinha que fazer planos conforme a média das pessoas da minha idade e isso me sufocou um pouco, pois não tinha chegado no parâmetro do eterno:

No que isso implicará, tratando-se da eternidade?” É frase que embala minhas situações de escolha.

Interessante aqui que conceitos do tipo “minimalismo” e afins, passaram a aflorar mais rapidamente. Porque enquanto que a lógica ocidental superestima a abundância, a minha lógica só surte esse efeito se a abundância respingar no meu semelhante. Caso contrário, eu só preciso do necessário.

Deixei de me justificar tanto, de carregar tanto o que não me competia. Conceitos seus sobre mim, continuam sendo seus, e isso meio que empobreceu até os conceitos mais bonitos.

Ao fitar nas coisas realmente importantes e eternas, meu coração se curvou de tal modo que nem de longe considero conquistar algo, tampouco merecer. O conceito de graça clareou tudo e me tapou a boca, senão para bendizer quem tudo me dá. Tudo!

Olha! Quantas conexões foram feitas enquanto digitava? Como esse silencioso milagre de codificação e decodificação, parece simples, mas consiste em uma profundidade tremenda! Enfim, consigo tranquilamente enxergar o Autor da minha fé de modo objetivo.

E por fim, com esse tanto de questionamento, com a alegria em saber que o amor horizontal trata-se de algo consequente e não essencial; com os olhos fitos nas coisas que importam, fardos não foram abandonados, mas carregados em seu devido tempo. Os do passado lá ficaram, os do futuro, nem chegaram, e os de agora nem pesam diante do que já carregaram, se é que vocês me entendem.

E foi no amor essencial que meu coração se deleitou; pelo que já foi feito e tudo consequente, glorificou — Até a mísera percepção de como as coisas funcionam no parâmetro do Eterno.

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