As entrelinhas do acamp: mansidão

– E ai, Amandinha, como foi o retiro?
– Foi bom… Assim: noutros tempos, pela minha empolgação, eu diria que foi incrível, e foi! Só que ando um pouco tranquila, então reagi a tudo quietamente. Talvez eu esteja ficando gente grande.

(risos)

De fato, meu tempo no acampamento foi tão precioso! Aprender mais da Verdade é de uma alegria imensa! Talvez eu só não esteja esboçando com tanta euforia como noutros tempos. Só queria dizer que estou lidando melhor com minhas emoções e acredito que seja resposta de oração. O tal do equilíbrio sempre foi tão ansiado, sabe?

Eu fui com ajuda de pessoas enviadas por Deus para que o trajeto todo desse certo, meu quarto era quietinho, dorminhoco e contente. Pude conhecer mais de pertinho quem não tinha tanto contato. Essa é a graça da gente não se ater a um grupo específico. Outras percepções, conversas e partilhas são sempre bem-vindas. O novo assusta, mas enriquece.

O espaço como um todo é de uma beleza e preparo singular, os lanchOs (risos), as conversas, a leveza, as brincadeiras. O CENTRO! Os cultos, a recepção das palavras ali proferidas, as palavras por mim proferidas, as palavras que só escorreram pelos olhos. O coração.

Via de regra, minhas andanças não tem tanto registro como parece. Acontece que em casa, minha rotina permite uma interação maior virtual, minha solidão, talvez. Mas nos locais como acampamento, prezo pelo momento. É tanto que só pensei em registrar no último dia. fiz o que pude. Saí sem falar com todo mundo, como previa. Mas ainda permaneci tranquila.

O que queria pautar também era o fato de ter registrado e esquecido minha caderneta na casa de mãinha, daí não tenho como partilhar agora as coisas absorvidas e seladas sistematicamente, eu diria. Mas algo que voltei pensando muito, foi sobre a tal da referida mansidão que esteve comigo, e já pensei e situações do meu cotidiano.

Nos últimos dias eu estive um tanto “armada”. O último post aponta claramente para minhas respostas automáticas. Mas ser manso é de uma confiança tremenda! Aprendi que não trata-se só de algo referente a personalidade, mas do uso da razão ao confiar plenamente naquele que está no controle de todas as situações. Principalmente, naquelas que penso ser agente imponente para autodefesa. Nessas que quero responder à altura e matutar no tanto que podem estar me fazendo de besta, sem ter paz e sem vivenciar, porque sequer aconteceu o fato. Voltei disposta a não somente ser um instrumento usado e vulnerável virtualmente, expondo minhas inúmeras fraquezas para interagir.

Mas disposta a ser um instrumento vulnerável em muitas situações que pensei em me impor, contudo, sem necessidade. Talvez agora a pauta da oração seja ainda do tal do equilíbrio, não só das emoções esboçadas, mas da sabedoria no cambalear entre o falar e o calar e deixar que Meu Amado, com tamanho cuidado, responda e resplandeça por e em mim.

Essas foram as entrelinhas,
volto logo,
cheiro e
fica na paz 🙂

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