Nóias de valor

Deve ser um balde de água fria, notar que os valores tão superestimados por uns, podem não ser do outro. Daquele outro que você tanto admira, sabe? Para tratar de nossa complexidade, um carinha que mora logo ali definiu “valores e parâmetros” para nos conhecermos melhor. E creio que para nos relacionarmos melhor.

Devo confessar, já que aqui trata-se de um confessionário parcialmente particular, que os meus são um tanto diferentões. Não é a toa que gosto de entender mais sobre minimalismo, não é aleatoriamente que reflito sobre comportamento. Abordo essas “coisinhas” aqui, porque os conceitos advém de um valor muito maior.

27710070_358111231265058_2228825618493010390_o

Exemplo: Desde cedo somos condicionados a estudar. Mas a motivação tá pouco relacionada com o “eu no mundo”. Tem mais de aquisição de fórmulas e metas cumpridas para um fim em uma universidade e bom emprego. Falo isso porque era isso que me diziam no meu ensino médio. Aliás, nem falavam em bom emprego. Falavam na universidade e fim. Mas confesso que sempre achei tudo muito vago. Na época a psicologia era meu alvo por uma questão de missão mesmo. Servir importava mais.

É aquela história dos três estágios da motivação: uma é a falta de opção, outra é a condição “toma lá – dá cá” e, por fim, o propósito. A gente criança faz porque tem que fazer. Ai a gente vai crescendo e faz porque tem a condição (monetária na maioria das vezes). Depois de um tempo, os que crescem um tiquinho mais passam a pensar no propósito. Se esse senso de propósito não chega, a turma segue bailando na superfície.

Falei das motivações, porque elas norteiam cada passo, entende? No meu caso, o valor está todo consistente em Cristo: Pedra Angular. Todo meu parâmetro é descrito num cânone perfeito e o que a turma do baile da superfície pensa é que a gente se contenta com todos os valores impostos pelo mundo!

Eu passei a pensar nisso há uns três anos em média, quando era tremendamente triste com tudo que eu via concernente a busca pelo vento, pela glória e pela promoção que não leva a lugar algum! Sim! Falo de anseios até bons, mas que genuinamente tem valores completamente rasos e finitos, entende?

Então passei a me considerar o balde de água fria. Meus valores foram destoados dos da maioria que mergulham em ações convenientes e bonitas, mas sem o fim na Glória devida; Em “conquistas” e serviços nobres, mas sem o Alvo eterno; Em idas e vindas à igreja, mas com a vaidade embutida em cada ato. Com o pensamento que “posso isso e aquilo, porque sou isso ou aquilo”.

Costumo brincar dizendo que com um dia de fome você percebe que não é nada. Não preciso de um dia de fome porque umas horas já me mostram claramente isso. E mencionei essa história de valor, parâmetro e eternidade para clarear toda a ideia de dependência, de vulnerabilidade e de Glória correta.

No final, o balde de água fria no abismo de valores motivações é o banho que falta para um mergulho mais fundo: Na curiosidade pela verdade revelada que norteia e alegra essa caminhada que requer tanta fé e oposição ao que tentam nos instigar a fazer. Ah! Num me encanto por qualquer coisa não.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s