não gamo, ué!

Esses dias interagi com uma migs sobre essa tal blogueiragem em massa e a futilidade escancarada. E basta um fio pra que eu desenrole, mesmo que só, outro tanto de questionamentos. Nessa conversa, não foquei somente nos influenciadores, mas nos seguidores desse tipo de conteúdo. Por que, que graça tem seguir as vidinhas surreais e sem essência alguma? Dá até um  desgosto!

Foto: Pinterest

Partindo daí, comecei a pensar em como NÃO gosto de muitos comportamentos, discursos, etc. Pensei que eu condeno super a ideia do “ranço”, não não sou imune, infelizmente!

1- As pessoas que estão no topo dessa lista, são aquelas que gostam do top mesmo, e por se sentirem superiores, mantém uma postura ridícula e pensam que estão no centro de alguma coisa. Comumente desdenham dos demais, mesmo que sutilmente. Agora fica um pouco claro, meu problema com a “fala”. Bato na tecla demais do porquê ficarmos calados.

2 – Depois vêm os inteligentíssimos, semideuses e seres quase flutuantes, dada sua pseudo divindade. Estes, não diferente dos primeiros, também me dão náuseas, não por ridicularizarem pessoas tão escancaradamente. Até costumam falar em humildade, empatia e afins, mas a prática destoa um pouco. Eles às vezes falam das minorias, falam em amar os homossexuais, os negros, mas também, por lerem um filósofo ou outro, desdenham de cristãos. É uma coisa doida. Nesse meio também vemos o oposto: Os “cristãos” que estão num patamar de espiritualidade elevada – aos próprios olhos.

3 – Agora os que são minhas pedrinhas no sapato: Os que querem tirar vantagem em cima dos outros sempre! Nós, brasileiros, infelizmente temos essa fama. O nosso “jeitinho” é bem conhecido, nossa jinga para melhor sobreviver é marca registrada, mas a malandragem é o que pega! Digamos que o meu caso, especialmente, tenha a ver com essa percepção – “que estão abusando da minha boa vontade” – e discursando com vocativos agradáveis (“meu amor,”) quando na verdade estão querendo tirar vantagem nem que seja de sucessivos “favorzinhos”.

4 – Acho que já me estiquei bastante nesse texto, que tá mais pra desabafo. Mas não podia deixar de lado a turma da comparação, como se tivesse numa eterna competição. Essa turma às vezes tende a adquirir tudo que o próximo tem, numa eterna corrida, que ele participa sozinho. Digo, ele e a insatisfação dele. Enfim. Não chego a ter raiva, porque costumo entender algumas causas.

O que queria deixar claro nesse texto era o assunto que grande parte do meu blog aborda, nesse quesito de comportamento. Eu não falo sobre mudanças externas, mas bato na tecla de algo que conheço bem: o tal do orgulho. Desde quando internei direitinho que ele é a raiz desses problemas todos, o enxerguei com facilidade. O orgulho nos faz agir com impulsos horrendos, seja na fala, seja nas ações. E ele é um discurso metalinguístico. Sempre falo do orgulho me orgulhando intimamente e isso só atesta minha depravação.

Outra coisa que queria pautar era o cerne dessa fala toda. Além de me fazer muito bem me expressar, minhas palavras não são só meus ranços propagados. Todo o texto tem como finalidade a autoanálise. Se porventura você leu e lembrou de alguém nos itens, você escorregou no tal orgulho. Então convém sempre olhar pra si ao fazer uma leitura assim, porque é isso que tento fazer.