Casinha para viver

Tive inúmeros motivos para me mudar, e sinceramente, acompanhar de perto a rotina do meu pai era algo que queria presenciar. Fatos como o de hoje que comentei “pai, manera no açúcar, por favor!”¹, na hora do café, me fazem ver que foi uma decisão bem boa. Muitas conversas, percepções e comentários só seriam possíveis graças ao convívio.

Costumo dizer que é semi sozinha pela responsabilidade de gerir. Agora não mais um quarto e um banheiro, cujos materiais de limpeza estariam ao alcance da mão, mas, uma casinha inteira e materiais de limpeza caros que agora precisariam, pasmem, de uma renda bem legal para adquiri-los.

Tem pouco mais de um ano que me mudei e os aprendizados foram muitos.

Primeiro porque as casinhas dos blogs e Pintrest são caras. Tanto para montá-las, quanto mantê-las! Esses dias conversando com meus primos só focava na rotatividade monetária que nos deixa com o saldo levemente balançado todo mês para: manter os tais bens. Eu digo que a partir do momento que ele se torna seu, você já está perdendo dinheiro. Se é terreno, há cuidado, se é imóvel, mais ainda, se é carro, nem se fala! Então, pessoas atidas ao dinheiro, não tenham bens, mesmo com a ideia de se valorizar posteriormente, estou falando de presente e no presente você está perdendo dinheiro. Não tenham bens, juntem dinheiro, e se esqueçam de viver, se possível.

E aqui chega o ponto que eu queria mencionar. Tem coisas que requerem, lógico, o meu saldo levemente balançado para viver; viver para mim é ter experiências, aprendizados, sensações. Tem muito do me sentir viva e, claro, partilhar! Não expondo unicamente, mas permitindo viverem tal qual. Às vezes vivo como agente, quando partilho, às vezes só abraço as oportunidades, quando sou contemplada. Dai, casinha, e o que quer que seja, não tem o fim dela mesma, mas da partilha, do “refletir a graça de Deus nos meus relacionamentos”.

O que é meu NÃO TEM SENTIDO ALGUM se for só meu. Me poupem de impérios e concretos sem vida, sem unidade, sem comunhão, sem amor. Ter casa para me isolar pensando estar livre é pura prisão. Então, meus amigos, prefiro perder dinheiro livremente aprendendo o que é amar, suspirando pelo lar, enxergando claramente o cuidar de Quem incondicionalmente me ampara, provê e me ensina a viver.

 

¹ Quem me conhece saber o quanto gosto de doce. Meu café virava mel, até eu rever muitos conceitos e entender o que é cautela. Dai o cuidado igual com painho. Pelo menos pra chamar atenção.

 

Casinha: O tão ansiado espaço do café

Falta ainda só mais um detalhezinho. Mas não vai alterar muita coisa. Espero que tenham gostado tanto quanto eu.

Já falei outro dia o quanto gostei de ter compartilhado tudo isso, além de ter inspirado também.Recebi cada coisa legal de vocês! Sem dúvida é o cantinho que mais gosto na #casinha. Quem tiver feito também, continua compartilhando comigo. Bora trocar figurinhas 😉

Até as próximas!

Casinha: “Pimos” e um agradecimento.

Tenho uns primos muito comédia que me instigam a publicar todo esse processo: Marília e Duarte, seu esposo que às vezes chamo de primo, às vezes de irmão gêmeo. O legal de andar com eles dois é que sempre estamos nos identificando e empolgando.

Acredito que tenha sido a primeira hóspede da casinha deles, e fui tão bem acolhida, que pelas áreas deles, me senti no meu próprio cantinho. Do tipo que me acordo antes de todo mundo e já vou atrás do café. E quando acordam lá estou eu com lápis de colorir, ouvindo músicas bem ambiente, lendo Cora, lendo bíblia e às vezes observando seus filhos: Megan, Jake e Pedrita. Uma cachorrinha, um gato e um gatinha, respectivamente.

Nessa de identificação, o que destoa mesmo é horário de sono, considerando que sou mais diurna do que Marília e sempre foi assim. No mais, uma sequência de Youtubers animam nossas tardes. A gente gosta de umas coisas da Jout, a gente faz maratona de Dani Noce (Precisamos ir a Islândia, inclusive, qualquer dia desse, tudo por culpa da Dani Noce), a gente desembesta nos tutoriais de maquiagem, quando estou com Marilinha, ou então Nerdologia, quando a gente pende pros gostos de Dudu. Deu pra perceber ai a sintonia da turma?  Passando pra parte dos passeios, é passeio de adulto que define a gente, tá? Uma livraria, uma exposição, Leroy, TokStok, e pronto! Estamos felizes e inspirados. Isso quando não estamos vidrados no Pintrest.

Ai você me pergunta: O que o casal tem a ver a casinha? O fato é que tanta identificação com essa minha geração pede um compartilhamento mesmo que modo à distância, e não só eles dois. Meu amigo Yan está no embalo se alegrando comigo! Nay e And Rolim são os que buzino pra saber nomes de tintas! Uma turma do bem mesmo me manda mensagens, e pasmem: Hoje mesmo no meu trabalho veio um voluntário oferecer mão de obra para a pintura da mesma. Eu fico contente só com as intenções que se expõem. Toda a alegria compartilhada, redobrada,  dicas, mãos amigas mesmo, tudo me anima.

Devo confessar que o feedback instantâneo e a empolgação deles me atingem diretamente. Tem coisa melhor do que pessoas positivas pensando junto com você? Muito obrigada, viu? Dudu bem me lembrou que relatar minhas emoções por aqui poderia ajudar outrem, e essa é a ideia!

Depois de nos últimos posts tanto falar em dependência de Deus, é de encher o coração ver como Ele usa os seus e nos dá forças para manter o ritmo de mudanças. E que ritmo!

Mas por hora resolvi dedicar esse tempinho para agradecer mesmo. Até a você que veio aqui se alegrar conosco!

Valeu, turma!

Casinha: Agraciadamente nossa

Pessoal do trabalho de minha mãe acompanha a rotina da #casinha pelas redes. Mãinha certo dia chegou e disse que uma de suas companheiras de serviço comentou parecer ser uma jovem de trinta anos escrevendo. Vai ver eu tenho essa idade mesmo. (risos)

O fato é que já passei por algumas poucas e boas situações, e entre elas me deparei com muita gente mal intencionada. Gente que se aproximava, mas o coração estava longe da intenção aparente. Se mostraram, das formas mais tristes, mas mostraram.

Se todas as minhas decisões têm pressupostos com bases nas experiências, ouso dizer que os meus não vieram aliviar. Todavia, afirmo que se fazia parte dos planos do Senhor tais experiências, sou grata pelo molde, pelo tempo, e principalmente, por sua graça.

Era sobre ela que queria falar.

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Imagem meramente ilustrativa – Casinha dos Meneleu Matos.

Esses dias terminaram a parte mais “grossa”, pode assim dizer da casinha. E dado o período de início e término dessa fase, eu fiquei a pensar em como tudo se encaixou. Sou dessas que põe a mão “nos (meus) quartos”, e fico pensando um tempinho olhando pras coisas. Agradeci ali, olhando.

Num instante me peguei pensando que “foi sozinha” que fiz. Sozinha no sentido de não me aproveitar de ninguém. No sentido de não usar de má fé, e ter sido sincera com todos, sempre. Talvez agora vocês entendam, e pela introdução dos pressupostos, o motivo de eu tanto gostar de falar em sinceridade. Mais rápido ainda meu coração se envaideceu. ¬¬

Por isso a bíblia fala dele ser enganoso. De fato, fazer sozinha, no sentido de não me aproveitar de ninguém, é plausível. Ela teve mãos aos montes ajudando, como ainda está tendo. Mas nenhum deles veio sem saber seu voluntariado, por exemplo. Quem se chegou veio ciente de tudo. Contudo, não fui eu! Entendeu aí?

Me lembro de um dia pelos snaps tagarelando um pouco, comentei que não trabalhava para mim, não trabalhava para meu chefe, não trabalhava pra gestão. Porque nada melhor para um cristão do que trabalhar pra Deus. Do mesmo modo foi casinha. Não fui eu, não foi Paulo, não foi Antônio, não foi mãe, vó, pai, padrasto, enfim, foi a graça. Sempre as coisas maiores em mente.

Brincando com meu pai, ele não entendeu de primeira. “Mas, Amanda, investimos…”. Todos os nossos investimentos vieram de trabalho, que se não tivéssemos saúde não teríamos executado. Quem deu saúde, senão nosso Deus? Graça! Tudo parte da graça, sem a qual sequer estaríamos aqui.

É uma casinha minha? Nossa? É. Agraciadamente, que eu sempre me lembre, nossa, mesmo que fisicamente ela não seja nossa pra sempre. Glória!