Mudança é meu codinome

Oi!

Estou passando por um processo. Sempre. “A vida é um processo”. Tem coisa mais filosófica do que uma frase iniciada com “a vida”?. Acho que não. Soa bonito e reflexivo – risos. Mas nesse processo todo, nesse caminho e caminhada, temos outros processinhos. E eis a graça do negócio. Se não fosse o aprendizado e gerúndios, morreríamos de tédio.

Nesses processinhos, comumente para nos tornamos mais humanos e dependentes do Soberano; Comumente para nos pormos com pés no chão e sabermos amar; Nesses processinhos acabamos tendo consequências físicas. Explico: Nossas transformações físicas muitas das vezes, quiçá todas as vezes, são fruto de algo mais profundo que está mudando na gente.

Uma pessoa que resolve ter novos hábitos alimentares teve um despertar e uma motivação para tal. Logo a consequência física passou primeiro pelo campo das ideias. E é basicamente o que está acontecendo comigo.

Estou numa fase nova! Fase esta em que, embora o trajeto tenha sido surpresa, inclusive para mim, os parâmetros, os valores e o Alvo continuam sendo o mesmo. Eu amo quando  vejo na Bíblia que Jesus é a Pedra, e pedra me remete a fortaleza e segurança. Logo O vejo imutável e, sendo Ele imutável, me sinto norteada e amparada de acordo com o que Ele quer de mim.

Daí, a minha fluidez no caminhar ainda tem propósito!

Todo meu processo psíquico culminou em um corpo respondendo e respondendo de um jeito bem peculiar. Nas minhas crises de ansiedade, por exemplo, eu tinha uma determinada alimentação. Hoje, muito melhor, tenho outro paladar. E a resposta nesse processo da vez foi a intolerância a lactose, uma preocupação com o açúcar e com a quantidade de água ingerida.

Aqui, tentarei registrar um pouquinho do que está acontecendo. É só o começo! 

 

Isso tudo para, ainda, falar de amor

Me flagrei depressiva e em posição fetal. Meu pai, o diagnosticado com depressão, assumiu minha posição de cuidadora: “Amanda, se tu não se alimentar, tu não vai se sustentar”. Minha pressão baixa fácil, mas até que nesse dia ela se aguentou. Só tive dores de cabeça mesmo e o entrave na garganta. Uma vontade sutil de dormir e não mais acordar, mas nada demais. O que doía mesmo era a sede de emoções.

Estamos vivendo aqui intimamente com o que autentica nossa natureza de humanos: Ansiamos esse sentimento de pertencimento, atenção e importância. O que torna nossos passos – seja lá qual for – é justamente esse anseio. Outro dia li que a ideia de ser admirado e ser importante é a mesma em todos nós, seja o que exerce um trabalho voluntário, seja o que vai roubar.

No meu caso, tratava-se de uma ferida pequena que eu pensava não ter mais relevância, só que arranquei a casquinha e percebi que ela continuava uma feridinha. E o porquê de tamanha vulnerabilidade é a amostra de que somos iguaizinhos. Que, por mais que aparentemos felicidade  e leveza, temos dores, dissabores e temores. Que pautamos diariamente para nós mesmos em quem depositamos nossa fé, mas, tem dias que realmente é preciso doer. E, vai soar estranho aí, mas é bonito doer, até. É necessário.

Minha amostra desse drama é só pra dizer que não é só drama com esse som de melindre. Fiz uma baita análise interna, como constantemente me afasto do mundo para me conhecer mais, e concluir que sou muito humana mesmo, graças a Deus! Para agradecê-Lo pelo sentir, para entender que meu próximo, embora com aflições diferentes, também é sentimento, e meus relacionamentos sejam mais cautelosos.

Minha exposição é também para fazer um pedido sincero e “bobo”: Não permita que seu raio (a turma de seu convívio) se sinta desimportante. É uma fala tão simples, mas que é falha nos detalhes. Bens, entenda: bens duram e valem bem menos que vidas, serviços têm sons estrondosos, amor tem linguagem para todos os gostos. Aja horizontalmente como se agisse pelo amor de sua vida. No final é isso mesmo, se você entende do Amor que me refiro. Que Deus nos dê graça para falarmos dEle em cada gesto.

Aaaaaaaah!
Sobre a dor que narrei, né? No dia seguinte acordei com vontade de fazer as coisas simples que sempre fiz. Priorizei bobeiras e considerei aceitar convites. #UmDiaDeCadaVez. Em breve: as experiências.

Sequência oportuna num dia down

Cheguei borocoxô do trabalho. E é porque a rotina ainda nem pegou nível hard! Sem querer ir muito pelo futuro, mas indo, consigo visualizar o que me espera. “Vou dar conta, vai dar tudo certo.” É o que paira na minha mentezinha inquieta.

Mas o fato é que cheguei borocoxô. “Tenho uma cozinha esperando por minha ação”, pensava. Deitei uns 15 min. Levantei, fui ler a Bíblia, conversar com Meu Amado, ser confortada, cascaviar genuinamente os motivos que estavam me deixando para baixo: “Fala sério, coração! É só rotina? Vamos, destrinche isso com toda sinceridade pra mim, porque preciso expôr pra Seu Dono”.

Me lembrei da entrevista da Glória Furman, cujo foco era o sofrimento. Ela narrava, em poucos minutos, como era a lida com seu esposo com problemas de saúde, e onde estava seu foco. Foi a luz que veio para mim também. “Tá. Independente da condição do meu humor instável, do cambalear desse coração que às vezes me confunde toda, independente do que possam denominar TPM… Tenho um lembrete imutável: SOU SALVA.” E sorri.

Prontamente me lembrei também que não eram só “ideias” de Glória que constavam na entrevista, que fui muito edificada, por sinal. Veio em mente também suas ações. Ela basicamente foi as mãos do seu esposo, e narrava o quanto as pessoas ficavam olhando para eles nos restaurantes enquanto ela cortava a carne para ele, por exemplo.

E o que eu tinha mesmo? Ah! Uma cozinha me esperando. Uma responsabilidade escolhida e pautada em oração outro dia. Agi. Conclui. Ganhei de recompensar um filme mais lindo ainda: “Perfeita para você”, cuja mensagem ainda fala comigo.

Vejo graça nos detalhes. Fiquei leve, contente e pensativa: “Sou salva”. E novamente sorri antes de dormir.

Oportunidades

Minha congregação não é do tipo que dá “oportunidades” de uma hora para outra diretamente. Os cultos são seguidos fielmente ao que o dirigente, diligentemente, planeja. Inclusive, ontem comentamos sobre a ordem do culto e foi muito bom. Contudo, às vezes as oportunidades surgem para que as agarremos. Não é nada imposto, mas a voluntariedade, toda consistente de beleza e liberdade, é o que prezamos. Vejo atos fluentes e não tão condicionados.

Aqui onde moro temos a graça e liberdade de nos encontrarmos nas residências dos irmãos. Uma horinha, uma vez por semana, louvores, estudo e… oportunidades. Ontem, a irmã Maria Iraci, dona da casa que fomos, abriu um espaço para a exposição de versículos decorados, e eu não consegui pensar em absolutamente nada! Fugiu! Mas sosseguei. Nada distante, ela teve uma outra ideia! “Agora, vamos aproveitar nosso tempo para comentar sobre algo das Escrituras que gostamos, ou chama nossa atenção”.

O versículo que eu queria dizer decorado tava prontinho para ser partilhado, e agora no momento certo. Após os comentários da própria irmã que dera a ideia, e do nosso Pr, perguntei “ainda temos um tempinho?”. Assim, quase escorregando na cadeira, numa tremenda luta: “deixo pra lá” versus “é agora!”

Comentei com os irmãos a coisa linda que foi Pedro e João perante o Sinédrio, registrado em Atos 4: 5-22.Comentei sobre como achava linda a fala deles, sendo quem eram, se expressando com tamanha coragem e linguagem que deixou o povo intrigado. Mas sem me ater a isso, a parte que queria ter dito desde os versículos decorados eram: “E não há salvação em nenhum outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (v. 12) Versículo mais enfático a respeito da singularidade de Cristo, não encontrei. E…pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (v.20) Versículo mais enfático acerca da nossa fluência de comunicação, ainda procuro. Coisa mais inspiradora, né? (risos)

Mas apesar de ter usado a oportunidade para falar aos, já cristãos, gosto de relembrar da minha condição. Estava lendo as palavras do Mark Manson num livro que está sendo bastante vendido. Ele, usando de muita sinceridade, passa 50% do livro (até a parte que li), passando na nossa cara o quanto somos tristes! Tristes de feios.

E eu internamente, quando lia, pensava: Obrigada, sr. Manson, por lembrar-nos disso! Um incrédulo falando isso para outros chega a ser um presente. No dia que encontrar com alguém que leu os pensamentos dele, viu dizer “querido! depravação total!”

E a chance de puxar o fio desse carretel composto da única mensagem que importa, é enorme!

Que não me falte…
Oportunidade ♥️

Nhamy!

Essa postagem tem mais do que se pode ver. rs
Apesar de às vezes escrever para terceiros, aqui também contém coisas bem particulares.

Talvez já tenha comentado sobre meu gosto por pássaros. Eles comumente surgem quando estou preocupada com algo. “Observai as aves do céu”. É por ai que as coisas funcionam. Faço autolembretes para admirar tudo concernente a provisão de Deus.

Coisas lincadas com sua palavra.

Aqui: Coisas que me lembram que sou mimada. Coisas bem minhas.

Consegui fazer um link de “Todo se transforma” do Jorge Drexler, dumas ideias da Nilce Moretto, Lavoisier e duns ventos por aqui pelo leste cearense – risos.

Foi interessante como fiz a análise de que tudo vai se transformando, e na letra do Jorge, ele mostra uma sequência da água, suor e lá vai, na ideia da Nilce, foi uma afirmação muito noiada das moléculas, do Lavoisier é aquela máxima que a gente aprende no ensino regular.

O mais louco é que em todo esse processo de transformação, vemos claramente um mundo cíclico, e particularmente, não atribuo a nada, senão o efeito boomerang graciosamente dado pelo Senhor. É uma respiração profunda e sensação que, embora não mereça, às vezes acontece umas coisas cuja justiça é evidente.

Vivo dizendo que “nossa ideia de justiça se difere demais da divina”, mas quando ela parece se efetivar aos nosso olhos, é inevitável a vontade de se ajoelhar e orar com os olhos marejados e o sorriso rasgado.

Os ventos por aqui trouxeram chuva e ideia de limpeza. E não sei vocês, mas depois que chove, fica mais evidente a nitidez das coisas, a vivacidade do que me cerca, o verde que passava batido até outro dia.

A chuva que é cíclica, tudo se transformando, o verde presenteado, o meio falando. A música do Jorge, a ideia das moléculas da Nilce, a fidelidade e o amor imerecido em forma de água do alto… Os ventos que vieram. Tudo transformado.

A paz proveniente dessa percepção.
A dádiva.
A vida.

Cartão fidelidade próprio

Já tenho um cartão fidelidade com o sofrimento.

Brincadeiras à parte, só queria dizer o quanto considero importante a presença das fases ruins na minha vida. Via de regra, eu pressinto quando algo iminente vem me machucar. Talvez a ansiedade me faça alertar o modo “atenção”, e eu considere tanto antes de acontecer, que quando acontece, já venho munida.

Mas a munição não é algo que me faça encarar tudo com uma leveza maior. Eu exponho em oração, e sei que muitas vezes é preciso me desmontar totalmente.

Do processo de desconstrução, me vejo muito pequena e a pequenez me lembra da minha vulnerabilidade, fragilidade e dependência.

Por isso gosto tanto quando pressinto sofrimento. Seja por coisas majoritariamente consideráveis, seja por coisas pequenas, que pra mim nunca são. O sentimento é peculiar. O sofrimento me lembra quem sou, quando penso ter asas ou know-how apurado no auge dos meus vinte e quatro anos. Quando penso que posso dar passos grandes e quero pular pormenores. Quando intimamente me vejo altiva diante dos obstáculos. Quando penso que posso algo pelas minhas próprias forças.

O sofrimento no meu cartão fidelidade me poda com uma certa constância. Por isso diante dos perigos à porta, agradeço. Tudo me lembra que nada sou sem meu Jardineiro – e como costumo dizer: Ele é o Alvo.