A gente rotula fácil, né?

O treco do rótulo é algo que a gente bate na tecla negativamente e insiste em fazê-lo. Afinal, há quem afirme que pimenta nos olhos alheios é refresco. A gente passa uma vida nuns questionamentos, leituras e autoconhecimento, para vir alguém e “bum”! Tu é assim, ou assado.

E é fluente.
Não é minha intenção ser “a vítima”, porque a naturalidade é tamanha, que faço também em pensamento. Atribuo a “vaidade de vaidade”, visto que rotular outrem é afirmação a mim.

Exemplo simples e próprio: As percepções que alguns têm sobre mim é que eu entendo de fotografia, café, sou amável, sorridente e sociável grande parte do meu tempo. Rótulo. Quando a realidade é que minha relação com fotografia é unicamente artística, com o café é dependência, e passo grande parte do meu dia séria e calada. Meu serviço exige isso, visto que preciso me concentrar. Embora eu seja essa imagem daí, eu não sou só essa imagem daí. Captou?

Há pouco me chamaram de “sabiiiiiiida”. E sabida soa ofensivo. Pessoa sabida, pra mim, é quem age intencionalmente visando benefício próprio. Pessoa com um treco muito ruim no caráter, enfim, soa pejorativamente “decunforça”. Agora entenda a situação:

Via de regra, como mencionei, fico concentrada no que me proponho a fazer. Tal concentração não me deixa escutar alguém me chamando de imediato. Faço a linha mindfulness e se acaba sem eu dar conta. Para o negócio ficar pior, ponho fones nos ouvidos e fico inteiramente logada com meus feitos. Inclusive, acho que ouvir música e trabalhar manualmente é uma das poucas coisas que faço ao mesmo tempo.

No fato de hoje, uma determinada pessoa passou e conversou com outra de modo que me inteirei do assunto e questionei. Foi impulsivo. Ouvi, porque foi demasiadamente audível, e questionei.

O “sabida” veio tão naturalmente. Confirmei, porque abraço uma teoria da concórdia. Sou sabida? Do jeito que chega até mim, não sou. Ser ciente disso é o bastante.

Aqui, registro unicamente o fato de nos inclinarmos tão facilmente para embalar outrem. Considero que as situações de escuta e não-escuta sejam genuinamente lincadas com minha predisposição e não sabidança, como rotulam.

Enfim. Na próxima, se der vontade, eu explico para os rotuladores de plantão. Por hora fica a nóia registrada por aqui, como um desabafo, ou mais um ato de sabidança meu.

 

“Ela” do Tim

É provável que eu tenha demorado para descobrir Tim Bernardes. Porque já vi conhecidos no fandon e pensei que fui uma das últimas a gamar (risos). Mas o fato é que ouvi ontem e me apaixonei.

“Ela”, descreve o cotidiano de uma moça cuja percepção não é instigada pelos seus. E ainda assim, “Ela” demonstra tanta força, tanta maturidade. Tantos mistérios, até. Ela é vaidosa, embora camuflada na rotina dos que visualizam só a si mesmos.

No final das contas é isso. Minha viagem se dá na compreensão de uma moça forte, contudo sensível, e que, pelo desenrolar da letra, transparece apatia com relação a tudo.

Mas o cerne da música se dá porque é narrada por Alguém que entende, vê, ouve e sente. O centro da música tem um eu-lírico parecido com Quem eu tenho me empenhado em conhecer. Alguém igualmente sensível. Sensível, para saber o que passou, sensível para notar no que ela se transformou e benevolente o suficiente para para dizê-la.

Ela tem mais do que o que quer dizer, imagino. “Ela” é linda!

Quando acorda olha para o lado
Se veste bonita pra ninguém
Chora escondida no banheiro
Pras amigas finge que está bem
Mas eu vejo
Eu vejo

Acha que precisa ser durona
Não dá espaço para a dor passar
Tem um grito preso na garganta
Que não está deixando ela falar
Mas eu ouço
Eu ouço

Quase como que anestesiada
Vai deixando a vida carregar
Ela sentiu mais do que aguentava
Não quer sentir nada nunca mais
Mas eu sinto
Eu sinto

Qualquer um que encontra ela na rua
Vê que alguma coisa se apagou
Ela está ficando diferente
Acho que ninguém a avisou
E eu digo
Eu digo

Aula Especial

Amanhã é dia de dar a melhor aula da vida! Compartilhei outro dia no Instagram, e já falei aqui algumas vezes que a escolha do meu curso foi intencional. Digo no sentido de saber que terei a parte enfocada em linguagem, e saber que tenho uma parte bem didática.

Pensando nisso, assim que retornei a minha igreja, pensei em como trabalhar por lá. E notei a necessidade de uma professora na classe Efraim, que pela quantidade, acaba que é multiseriada  e um tanto difícil para nós, professores.

Chegou 2018, o tempo de assumir a responsa e de ver o material que usaríamos da Editora Batista Regular.

Olhando direitinho, achei estranho o fato de ter aulas, aos meus olhos, cronologicamente desordenadas, mas procurarei sempre lincar; dar meus arranjos com o que dispuser.  Mas amanhã, em especial, teremos a aula “Cristo Morreu Por Mim”, que é a que considero de suma importância.

Bate sempre um medo na hora de planejar, pois me lembro da frase do Paul Washer mencionando a vulnerabilidade das nossas crianças num mundo que bombardeira tanto com munições que vão de encontro à Bíblia, ao passo que na EBD há uma pintura da Arca de Noé. Sério, eu parafraseei, mas mexe muito comigo.

Contudo, penso no lúdico como melhor linguagem para as crianças e me exijo menos quando penso no material disponível e idade também. Afinal os meus são os menores dos menores, que sequer ler sabem. Logo, há essa consideração, sem deixar a extrema importância de uma sala que fala nada mais nada menos que do Nosso Senhor!

Então, amanhã, com a permissão dEle, falarei de sua morte para aqueles pequeninos. Também preciso ler o Livro da Francine do Graça em Flor, que me ajudará muito, certamente. Só preciso orar para que eles estejam bem atentos e sensíveis para ouvir a melhor mensagem da vida!

Depois compartilho mais essa experiência ❤

Nhamy!

Essa postagem tem mais do que se pode ver. rs
Apesar de às vezes escrever para terceiros, aqui também contém coisas bem particulares.

Talvez já tenha comentado sobre meu gosto por pássaros. Eles comumente surgem quando estou preocupada com algo. “Observai as aves do céu”. É por ai que as coisas funcionam. Faço autolembretes para admirar tudo concernente a provisão de Deus.

Coisas lincadas com sua palavra.

Aqui: Coisas que me lembram que sou mimada. Coisas bem minhas.

A “partezinha” da ansiedade que a gente não vê claramente

Que falo de ansiedade há um tempinho, todos sabemos. Também sabemos daquela conotação de “falta de confiança”, de nos colocarmos numa posição bem passiva diante desse probleminha corriqueiro a cada surpresinha do trajeto aparente.

O que não tinha atentado até o último sábado, sentada na praia conversando com umas amigas*, é que ela pode nos dar um choque maior ao nos fazer perceber sua perspectiva um pouco mais cruel.

A ansiedade surge quando em grande parte das vezes pomos o nosso ego em um plano que não o compete. 

Exemplifico como isso me impactou ao perceber que falo muito em mortificar meu eu, mas por vezes me via inquieta diante de situações que atuaria e me inflaria facilmente caso desse tudo certo. A ansiedade por vezes surgia nas minhas pré-provas, apresentações e em tantas situações que poria as mãos na massa.

O que eu não atentava é que eu não sirvo ao mundo, a plateia, ou quem quer que seja. Mas sirvo a Quem, pasmem, conhece meu coração e minhas intenções mais do que eu mesma posso conhecer. Aquele que sabe o que vai acontecer na minha atuação. Então, genuinamente, as ânsias surgiam pela vontade grande de superar expectativas ou até surpreender alguém como eu,  não “porque dele por ele e para ele”!

No meu discurso de massacrar o ego, fico bem reflexiva e faço desafios que doem. Atentar para o problema da ansiedade com menos passividade e coitadismo, e descobrir que no âmago ela pode ter essa conotação de servir a mim mesma, foi confrontador.

Deixo claro que tem n’s situações onde a crise surge e talvez não seja esse ângulo o evidente. Mas grande parte dela tem como fim o orgulho e cabe a nós analisar direitinho. Com a certeza de que “comendo ou bebendo” é para glorificar a Deus, que já sabe o que está diante de nós, não há motivo algum para preocupação. Tudo fluirá e eu estou encucando isso na minha caixolinha agora!

*Devo aqui agradecer as queridas Abigail Tavares de Juazeiro do Norte e Bárbara Tavares do Rio Grande do Norte. Foi com elas que aprendi esse tantão de coisa como um verdadeiro presente!

Aquela idolatria sutil

Nessas minhas introspecções sempre caio na idolatria.

Incrível como a gente cresce com um conceito atido, limitado e pobre sobre tal, sendo que somos idólatras naturais. Nossos olhos se fitam facilmente na harmonia do que nos cerca e nossa atenção é imediata diante de uma boa retórica.

Nossa afeição se volta para criaturas com constância, mesmo que a ideia inicial seja enaltecer o Criador. É rápido, e a fronteira que separa gosto inicial do gosto natural é  tênue. Quando vimos, já estamos entusiasmados, não com o que Deus faz através dos homens, mas unicamente nos homens.

Isso me dói.

Eu brinco muito com a ideia dos temperamentos do Hipócrates e o temperamento que mais me encanta é o fleumático. É instantâneo eu reconhecer o que considero fleumático e admirar. Tenho uma vontade anormal de ser amiga deles e aprender com eles, pela ideia de equilíbrio que formei de suas personalidades. Consumam ser meus sensatos de estimação. Quando cristãos, pronto, o afeto flui. – Queria deixar bem clarinho também que embora muitos desconsiderem, utilizo os conceitos para fins particulares.

Então meu coração idealiza e fita nas qualidades dos fleumáticos de modo que se tornam criaturas num patamar privilegiado. Quando dou por mim, passei da fronteira mencionada. É natural demais. É rápido demais. E é esquisito e confrontador quando a gente percebe.

O que acontece via de regra, e que utilizei do meu gosto para exemplificar, é que essa mesma admiração por pessoas que consideramos “exemplos” às vezes toma uma proporção estranha.

Quer mais clareza? Nossos líderes espirituais. Não conto as vezes que idealizei pastores, seja “anônimo”, seja “famoso”, e que quando dei por mim tava inclusa num verdadeiro fandom gospel. Isso até conviver mais de pertinho com um e sentir cair todo um conceito surreal criado sobre eles. Começava devagarzinho.

Outro dia, num encontro de jovens, vi um rapaz relatando seu amor pela Bíblia e seu reconhecimento de idolatria pela Bíblia em si, pela quantidade de coisas aprendidas. E que embora ela fale do meu Deus, ainda não é o próprio. Achei tão bonito e honesto ele ter partilhado isso.

Igualmente as demais literaturas, o nosso amor pelo aprendizado e aquisição de conteúdo. Igualmente o aprendizado em si, sem o fim na conclusão de dependência e humilhação; sem a sincera devoção e adoração Ao Único.

Que possamos rever e ponderar o que julgamos ser amor. Não incentivo aqui a indiferença por pessoas que nos auxiliam biblicamente, mas a análise de até onde vai essa fronteira de “admiração saudável” e “paixão” por tudo aquilo que nos desvia do foco genuíno. Às vezes pareço ser radical e fanática. E ainda não gostando do “radical”, o “fanática”, mesmo soando pejorativamente, é algo que não me envergonho, desde que seja pelo Deus Verdadeiro.

Valho nada

Devo confessar que temas sobre graça&lei&santificação estejam rondando ultimamente minha cabeça, e devo confessar também que idolatria sempre teve no meu rol de leituras, mesmo que despretenciosamente.

O fato é que consigo enxergar facilmente minha inclinação torpe, minha decadência, meu coração numa insistente autoanálise, que meus amigos já conhecem bem.  Ontem mesmo estava pensando a respeito, sondando minhas reações e chateações.

Mas ainda sobre idolatria, admito que é um dos meus maiores receios. Porque até as chateações, reações e até ações têm lá o âmago egocêntrico. De tudo o que fizermos, de todas as nossas afeições, é válido o questionamento. Digo que sou “entusiasta de significação”, justamente porque mergulho nos “porquês”. Nos enxerguemos, sejamos sinceros, somos feios interiormente, o que me deixa maravilhada com a graça.

Por hora, fico com o pensamento atido aqui. Vai que motivo a ti  se analisar também…
Depois volto com a continuação.

 

O presente em forma de leitura: 1Co 2.

Toda vez, ao começar a escrever, faço uma junção de dados que acabam chegando até mim, e no fim penso em “como organizar isso, meu Deus!“. Sim porque absorver é muito bom, mas fazer fluir daí, é outra história. Imagine eu pegando retalhos de todo canto e querer falar “tá pensando no que eu tô pensando?“. Outro dia me disseram que às vezes meu texto sai difícil. Fiquei meio sem jeito, confesso, porque não considero difícil e me desafio a deixá-lo compreensível e fluente. Me desafio a conversar. Não foi uma nem duas pessoas que comentaram sobre. Diante disso, apesar dos elogios, penso que devo pedir desculpas caso use de uma “pseudo eloquência” que dificulte a leitura. A ideia é conversar “normalzin“, de modo que minha voz fique audível por aí. A real é que sou fluente no cearês, com muito orgulho.

Mas não era necessariamente sobre isso que vinha falar,o caso seria a exposição do Texto da Prisca no blog “Teologia Para Mulheres”, mais que andei estudando, mais meu xodó por vocábulos no geral.

Final do ano passado, me interroguei, como de costume, sobre as coisas relevantes realizadas ao longo do ano e concluí mais uma vez que não há nada mais importante nas nossas resoluções do que visar a eternidade. Trabalhar pelo reino, bem como me alimentar e nutrir nesse âmbito. Resoluções que vejo como “comuns”, tais como trabalho, estudos, relacionamentos, enfim, tudo que vejo como parte de um protocolo social a se cumprir, minimizo diante da maior e melhor incumbência dada. Então, o negócio funciona como a mesma absorção de dados, dados esses nutritivos, e a multiplicação deles pelo meu raio, muito embora meu raio seja virtual. Da conclusão feita pela minha retrospectiva interior, fiquei satisfeita, e espero ter alegrado Meu Amado – pois é, sou gamada mesmo.

O fato é que por vezes, quando chego na parte do repasse, incluo as tais palavras difíceis comentadas por amigos, e fico “puxa vida, acho que embolei”. Autocrítica e eu somos muito unidas. Contudo, pautei em oração minha ânsia de ensinar o que aprendo de modo objetivo e simples e na mesma noite da referida oração fui estudar o “Catecismo Maior de Wesminster”. E eu me lembro de ter falado exatamente “Sabedoria do Alto” na oração, por motivos de estar mais ativa no blog e usá-lo com o fim da reprodução.

Não era minha intenção procurar textos com o mesmo vocábulo. Só queria expor ao Senhor minha ânsia e seguir os estudos naquela noite. Acontece que a 4ª pergunta do referido objeto de estudo vinha acompanhada de I Coríntios 2:6,7 e aquilo era o que eu precisava. Ele falava em “Sabedoria de Deus” e já não me satisfazia com os versículos propostos. Fui ler o capítulo todo. E ele começava exatamente assim:

E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.
E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder;
para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada;
mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória;
1 Coríntios 2:1-7

Já podia encerrar por aqui. E mostrar que o evangelho puro e simples é o necessário em meio às minhas ideias demasiadas. Mas fui ler o texto da Prisca, que consistia em gerações, e o mesmo contexto; Que pautava o que temos em mãos e o que devemos fazer; Que comentava sim, a perfeita palavra revelada e essencial. E aqui, deixo o link para quem quiser de deleitar como eu: Com I Coríntios 2 e o texto da Prisca que só veio agregar – https://teologiaparamulheres.wordpress.com/2018/01/11/o-evangelho-de-todas-as-eras/

Cheiro e até mais!

Consegui fazer um link de “Todo se transforma” do Jorge Drexler, dumas ideias da Nilce Moretto, Lavoisier e duns ventos por aqui pelo leste cearense – risos.

Foi interessante como fiz a análise de que tudo vai se transformando, e na letra do Jorge, ele mostra uma sequência da água, suor e lá vai, na ideia da Nilce, foi uma afirmação muito noiada das moléculas, do Lavoisier é aquela máxima que a gente aprende no ensino regular.

O mais louco é que em todo esse processo de transformação, vemos claramente um mundo cíclico, e particularmente, não atribuo a nada, senão o efeito boomerang graciosamente dado pelo Senhor. É uma respiração profunda e sensação que, embora não mereça, às vezes acontece umas coisas cuja justiça é evidente.

Vivo dizendo que “nossa ideia de justiça se difere demais da divina”, mas quando ela parece se efetivar aos nosso olhos, é inevitável a vontade de se ajoelhar e orar com os olhos marejados e o sorriso rasgado.

Os ventos por aqui trouxeram chuva e ideia de limpeza. E não sei vocês, mas depois que chove, fica mais evidente a nitidez das coisas, a vivacidade do que me cerca, o verde que passava batido até outro dia.

A chuva que é cíclica, tudo se transformando, o verde presenteado, o meio falando. A música do Jorge, a ideia das moléculas da Nilce, a fidelidade e o amor imerecido em forma de água do alto… Os ventos que vieram. Tudo transformado.

A paz proveniente dessa percepção.
A dádiva.
A vida.