O presente em forma de leitura: 1Co 2.

Toda vez, ao começar a escrever, faço uma junção de dados que acabam chegando até mim, e no fim penso em “como organizar isso, meu Deus!“. Sim porque absorver é muito bom, mas fazer fluir daí, é outra história. Imagine eu pegando retalhos de todo canto e querer falar “tá pensando no que eu tô pensando?“. Outro dia me disseram que às vezes meu texto sai difícil. Fiquei meio sem jeito, confesso, porque não considero difícil e me desafio a deixá-lo compreensível e fluente. Me desafio a conversar. Não foi uma nem duas pessoas que comentaram sobre. Diante disso, apesar dos elogios, penso que devo pedir desculpas caso use de uma “pseudo eloquência” que dificulte a leitura. A ideia é conversar “normalzin“, de modo que minha voz fique audível por aí. A real é que sou fluente no cearês, com muito orgulho.

Mas não era necessariamente sobre isso que vinha falar,o caso seria a exposição do Texto da Prisca no blog “Teologia Para Mulheres”, mais que andei estudando, mais meu xodó por vocábulos no geral.

Final do ano passado, me interroguei, como de costume, sobre as coisas relevantes realizadas ao longo do ano e concluí mais uma vez que não há nada mais importante nas nossas resoluções do que visar a eternidade. Trabalhar pelo reino, bem como me alimentar e nutrir nesse âmbito. Resoluções que vejo como “comuns”, tais como trabalho, estudos, relacionamentos, enfim, tudo que vejo como parte de um protocolo social a se cumprir, minimizo diante da maior e melhor incumbência dada. Então, o negócio funciona como a mesma absorção de dados, dados esses nutritivos, e a multiplicação deles pelo meu raio, muito embora meu raio seja virtual. Da conclusão feita pela minha retrospectiva interior, fiquei satisfeita, e espero ter alegrado Meu Amado – pois é, sou gamada mesmo.

O fato é que por vezes, quando chego na parte do repasse, incluo as tais palavras difíceis comentadas por amigos, e fico “puxa vida, acho que embolei”. Autocrítica e eu somos muito unidas. Contudo, pautei em oração minha ânsia de ensinar o que aprendo de modo objetivo e simples e na mesma noite da referida oração fui estudar o “Catecismo Maior de Wesminster”. E eu me lembro de ter falado exatamente “Sabedoria do Alto” na oração, por motivos de estar mais ativa no blog e usá-lo com o fim da reprodução.

Não era minha intenção procurar textos com o mesmo vocábulo. Só queria expor ao Senhor minha ânsia e seguir os estudos naquela noite. Acontece que a 4ª pergunta do referido objeto de estudo vinha acompanhada de I Coríntios 2:6,7 e aquilo era o que eu precisava. Ele falava em “Sabedoria de Deus” e já não me satisfazia com os versículos propostos. Fui ler o capítulo todo. E ele começava exatamente assim:

E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.
E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder;
para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada;
mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória;
1 Coríntios 2:1-7

Já podia encerrar por aqui. E mostrar que o evangelho puro e simples é o necessário em meio às minhas ideias demasiadas. Mas fui ler o texto da Prisca, que consistia em gerações, e o mesmo contexto; Que pautava o que temos em mãos e o que devemos fazer; Que comentava sim, a perfeita palavra revelada e essencial. E aqui, deixo o link para quem quiser de deleitar como eu: Com I Coríntios 2 e o texto da Prisca que só veio agregar – https://teologiaparamulheres.wordpress.com/2018/01/11/o-evangelho-de-todas-as-eras/

Cheiro e até mais!

Consegui fazer um link de “Todo se transforma” do Jorge Drexler, dumas ideias da Nilce Moretto, Lavoisier e duns ventos por aqui pelo leste cearense – risos.

Foi interessante como fiz a análise de que tudo vai se transformando, e na letra do Jorge, ele mostra uma sequência da água, suor e lá vai, na ideia da Nilce, foi uma afirmação muito noiada das moléculas, do Lavoisier é aquela máxima que a gente aprende no ensino regular.

O mais louco é que em todo esse processo de transformação, vemos claramente um mundo cíclico, e particularmente, não atribuo a nada, senão o efeito boomerang graciosamente dado pelo Senhor. É uma respiração profunda e sensação que, embora não mereça, às vezes acontece umas coisas cuja justiça é evidente.

Vivo dizendo que “nossa ideia de justiça se difere demais da divina”, mas quando ela parece se efetivar aos nosso olhos, é inevitável a vontade de se ajoelhar e orar com os olhos marejados e o sorriso rasgado.

Os ventos por aqui trouxeram chuva e ideia de limpeza. E não sei vocês, mas depois que chove, fica mais evidente a nitidez das coisas, a vivacidade do que me cerca, o verde que passava batido até outro dia.

A chuva que é cíclica, tudo se transformando, o verde presenteado, o meio falando. A música do Jorge, a ideia das moléculas da Nilce, a fidelidade e o amor imerecido em forma de água do alto… Os ventos que vieram. Tudo transformado.

A paz proveniente dessa percepção.
A dádiva.
A vida.

Cartão fidelidade próprio

Já tenho um cartão fidelidade com o sofrimento.

Brincadeiras à parte, só queria dizer o quanto considero importante a presença das fases ruins na minha vida. Via de regra, eu pressinto quando algo iminente vem me machucar. Talvez a ansiedade me faça alertar o modo “atenção”, e eu considere tanto antes de acontecer, que quando acontece, já venho munida.

Mas a munição não é algo que me faça encarar tudo com uma leveza maior. Eu exponho em oração, e sei que muitas vezes é preciso me desmontar totalmente.

Do processo de desconstrução, me vejo muito pequena e a pequenez me lembra da minha vulnerabilidade, fragilidade e dependência.

Por isso gosto tanto quando pressinto sofrimento. Seja por coisas majoritariamente consideráveis, seja por coisas pequenas, que pra mim nunca são. O sentimento é peculiar. O sofrimento me lembra quem sou, quando penso ter asas ou know-how apurado no auge dos meus vinte e quatro anos. Quando penso que posso dar passos grandes e quero pular pormenores. Quando intimamente me vejo altiva diante dos obstáculos. Quando penso que posso algo pelas minhas próprias forças.

O sofrimento no meu cartão fidelidade me poda com uma certa constância. Por isso diante dos perigos à porta, agradeço. Tudo me lembra que nada sou sem meu Jardineiro – e como costumo dizer: Ele é o Alvo.

Rascunhos sobre coisas importantes

Carreguei uma ideia comigo que consistia em fitar em coisas realmente importantes.

E diante da noção de eternidade e do Eterno, todas as demais coisas terrenas ficaram questionáveis e desvalorizadas. Não ao ponto de me desiludir tudo, mas unicamente considerar o valor devido. E tudo fica desvalorizado diante do Eterno.

Comecei com a ideia de “por que as pessoas fazem como fazem?”, e muitas respostas eram parecidas, pois tratavam-se de protocolos em grande parte das vezes. E todos os fatos se resumiam em uma palavra pequena, mas que perambula rumo a passos desastrosos: eu.

Nossos planos majoritariamente têm o propósito genuíno de nos fazer sentir admirado, afagado, inflado.

E são construídos porque nos exigem isso. Seja, faça, tenha. Aí você vai caminhando, cheio de trade-off, cheio de ambições condicionadas e passos delineados por outrem – e outrem aqui pode ser a sociedade mesmo. Pela falsa ideia de liberdade, mas presa por um anseio que parece com o de ser amado ou somente aceitado mesmo.

Até meus 20 anos eu tinha essa ideia parecida. Tinha que fazer planos conforme a média das pessoas da minha idade e isso me sufocou um pouco, pois não tinha chegado no parâmetro do eterno:

No que isso implicará, tratando-se da eternidade?” É frase que embala minhas situações de escolha.

Interessante aqui que conceitos do tipo “minimalismo” e afins, passaram a aflorar mais rapidamente. Porque enquanto que a lógica ocidental superestima a abundância, a minha lógica só surte esse efeito se a abundância respingar no meu semelhante. Caso contrário, eu só preciso do necessário.

Deixei de me justificar tanto, de carregar tanto o que não me competia. Conceitos seus sobre mim, continuam sendo seus, e isso meio que empobreceu até os conceitos mais bonitos.

Ao fitar nas coisas realmente importantes e eternas, meu coração se curvou de tal modo que nem de longe considero conquistar algo, tampouco merecer. O conceito de graça clareou tudo e me tapou a boca, senão para bendizer quem tudo me dá. Tudo!

Olha! Quantas conexões foram feitas enquanto digitava? Como esse silencioso milagre de codificação e decodificação, parece simples, mas consiste em uma profundidade tremenda! Enfim, consigo tranquilamente enxergar o Autor da minha fé de modo objetivo.

E por fim, com esse tanto de questionamento, com a alegria em saber que o amor horizontal trata-se de algo consequente e não essencial; com os olhos fitos nas coisas que importam, fardos não foram abandonados, mas carregados em seu devido tempo. Os do passado lá ficaram, os do futuro, nem chegaram, e os de agora nem pesam diante do que já carregaram, se é que vocês me entendem.

E foi no amor essencial que meu coração se deleitou; pelo que já foi feito e tudo consequente, glorificou — Até a mísera percepção de como as coisas funcionam no parâmetro do Eterno.

De uma conversinha no 14 de abril

No último 14 de abril, dia que orgulhosamente apresento o dia internacional do café, me propus a fazer coisinhas diferentes do que corriqueiramente faço. Normalmente nesse dia acordava com um cheiro de mãinha e padrasto, dava uma choradinha básica porque sou dessas, e ia trabalhar, ganhar abracinhos, voltar para casa febril e responder mensagens. Vez ou outra tinha comemoração, mas era coisa rara, porque queria ficar introspectiva mesmo.  Agora não mais. A começar pelo badalado Facebook que desde o dia que refiz o poupei de informações diretas, o que incluiu a bendita data do nascimento da cafezeira aqui.

Não sei se já mencionei aqui, mas costumo gostar de coisas incomuns, e questionar as comuns, mesmo que não as exponha. “Por que todo mundo faz isso?”, é frase corriqueira na minha cuca, bem como “o que me motiva a fazer isso?”. Daí, Facebook foi o objeto de estudo a começar pela chance que me deu de mudar: “mostre para seus amigos que seu aniversário está chegando”, e eu nem liguei muito. Ao contrário do que possa parecer, o dia que registraram que nasci é um dia especialíssimo pra mim. Só pra não soar tão indiferente, achei por bem ressaltar isso. 

Já tinha exposto em oração e comentado com mãinha que um Acampamento seria muito bem vindo, e no 14 de abril de 2017 acordei sem cheirinho de mãe, porque estava acampando. Aliás, não é de agora que me desafio a desapegar do cordãzinho umbilical. O desafio novo seria tão somente não sinalizar. Deixar ir, até porque provavelmente eu não teria tempo de responder as pessoas com um feedback merecido.

Quando conversei com meus amigos sobre isso. Lá no acampamento mesmo, um deles perguntou: “Tu queria testar teus amigos?”. Respondi: “Nada… Queria me testar. Qual minha necessidade em receber parabéns de pessoas que são notificadas por uma rede social, e muita das vezes com a intenção de serem lembradas no ‘dia delas’? Qual a minha necessidade em me sentir bem quista por pessoas que sequer compõem meu cotidiano? Qual a minha necessidade, afinal? Se bato na tecla que sou amada por quem me ama com amor incondicional? Quero testar é a minha segurança mesmo. E mais! Qual o sentido de falar em glória a Deus a cada elogio e pensar que tem um dia que o sol gira em torno de mim?” Ok, essa última realmente me pareceu radical, mas foi o que pensei.

Apesar de não ser tão radical assim na realidade e de gostar de quaisquer agrados, o que ainda comentei com eles foi, “se receber afeto no nosso suposto dia é tão bom, por que não todo dia? As comemorações devem ser diárias, muito embora a rotina nos canse”. Sou da turma do externar o quanto gostamos de outrem aqui e agora. E as mensagens que surgiram foram muito voluntárias, respondidas calmamente, num intervalo de um acampamento que em oração verbalizaram assim: “faz-nos, Senhor, entender o quanto somos amados por Ti”. E eu completava pensando “e o quanto isso é o bastante”.

Foi mais um passinho de tantos desprendimentos.

Casinha para viver

Tive inúmeros motivos para me mudar, e sinceramente, acompanhar de perto a rotina do meu pai era algo que queria presenciar. Fatos como o de hoje que comentei “pai, manera no açúcar, por favor!”¹, na hora do café, me fazem ver que foi uma decisão bem boa. Muitas conversas, percepções e comentários só seriam possíveis graças ao convívio.

Costumo dizer que é semi sozinha pela responsabilidade de gerir. Agora não mais um quarto e um banheiro, cujos materiais de limpeza estariam ao alcance da mão, mas, uma casinha inteira e materiais de limpeza caros que agora precisariam, pasmem, de uma renda bem legal para adquiri-los.

Tem pouco mais de um ano que me mudei e os aprendizados foram muitos.

Primeiro porque as casinhas dos blogs e Pintrest são caras. Tanto para montá-las, quanto mantê-las! Esses dias conversando com meus primos só focava na rotatividade monetária que nos deixa com o saldo levemente balançado todo mês para: manter os tais bens. Eu digo que a partir do momento que ele se torna seu, você já está perdendo dinheiro. Se é terreno, há cuidado, se é imóvel, mais ainda, se é carro, nem se fala! Então, pessoas atidas ao dinheiro, não tenham bens, mesmo com a ideia de se valorizar posteriormente, estou falando de presente e no presente você está perdendo dinheiro. Não tenham bens, juntem dinheiro, e se esqueçam de viver, se possível.

E aqui chega o ponto que eu queria mencionar. Tem coisas que requerem, lógico, o meu saldo levemente balançado para viver; viver para mim é ter experiências, aprendizados, sensações. Tem muito do me sentir viva e, claro, partilhar! Não expondo unicamente, mas permitindo viverem tal qual. Às vezes vivo como agente, quando partilho, às vezes só abraço as oportunidades, quando sou contemplada. Dai, casinha, e o que quer que seja, não tem o fim dela mesma, mas da partilha, do “refletir a graça de Deus nos meus relacionamentos”.

O que é meu NÃO TEM SENTIDO ALGUM se for só meu. Me poupem de impérios e concretos sem vida, sem unidade, sem comunhão, sem amor. Ter casa para me isolar pensando estar livre é pura prisão. Então, meus amigos, prefiro perder dinheiro livremente aprendendo o que é amar, suspirando pelo lar, enxergando claramente o cuidar de Quem incondicionalmente me ampara, provê e me ensina a viver.

 

¹ Quem me conhece saber o quanto gosto de doce. Meu café virava mel, até eu rever muitos conceitos e entender o que é cautela. Dai o cuidado igual com painho. Pelo menos pra chamar atenção.

 

Casinha: O tão ansiado espaço do café

Falta ainda só mais um detalhezinho. Mas não vai alterar muita coisa. Espero que tenham gostado tanto quanto eu.

Já falei outro dia o quanto gostei de ter compartilhado tudo isso, além de ter inspirado também.Recebi cada coisa legal de vocês! Sem dúvida é o cantinho que mais gosto na #casinha. Quem tiver feito também, continua compartilhando comigo. Bora trocar figurinhas 😉

Até as próximas!

Gama no Café: Enjoei

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O post de hoje foi, na verdade, quando pensei “vou efetivar a categoria do café”, e Marília e Dudu foram fundamentais para a primeira invenção além-casa-de-amigos-e-familiares.

O destino foi Dragão do Mar. Santa Clara, cafeteria, pra ser mais precisa. Dos pontos negativos consigo enxergar o fato de irmos num sábado de férias, e ser ruim tanto pra estacionar, quanto pra conseguir mesa. Na cafeteria tava lotação mesmo.

O que a gente faz? Tenta dar uma voltinha, enquanto os primos clicam aqui ali, tenta trocar uma ideia com os baristas e namorando com seus feitos. Aliás, quem quiser patrocinar meu curso, eu tô topando! Acho muito legal o trabalho deles. E, nesse meio tempo, porque não “otimizá-lo”, aproveitando pra conhecer e gamar um pouquinho mais no espaço? Dudu fez igual e correu pra ver exposições. Eu fiquei só com a Marillinha fotógrafa mesmo.

Quando eu pegava a cam, era pra poder clicar o local, e as gostosuras do local que me enchem os olhos. Doida pra que alguém comesse logo e liberasse mesa. Tava bem cheio 😦

Finalmente liberaram espaço, mas foi bom que deu pra curtir detalhes que não teríamos curtido, caso tivéssemos ido direto a uma mesa (Lado bom sempre). Não fui muito feliz na escolha. Digo logo! Amo café e amo cremes de avelã. Todavia, sou enjoada e o meu veio beeeem recheado. Nunca tinha me descoberto tão “oião” maior que o bucho do que nesse dia. Ai comi o creme, e enjoei e não desceu o café todo. Não sei o que houve ao certo nesse dia. rs Já falei que não sou viciada em café, gosto, mas nada de vício. Hoje afirmo que não sou tão gamada assim no misto de café com doce demasiado. Fim.

O cardápio é bem diverso, e tem pra todos os go$tos. Graças a Deus que tinha outras comidinhas gostosas pra que eu pudesse tirar mais o sabor da bendita Nutella. A enjoada que vos escreve ainda provou da tortinha e aprovou.

 

Aqui, mais fotinhos das brincadeiras. O café, não dou nota porque não me acho apta para tal, mas tirando meus enjoos, é bom. rs A culpa foi minha mesmo. Quero voltar mais vezes, deu pra escutar conversas de mesas alheias que me fizeram viajar; Brincar um bocado com meus primos, me encantar com o local de novo, quiça aprender a fazer cafézinhos cheios de doçuras até me acostumar.

Indico demais!
Obrigada, Marília e Dudu! ❤

 

Casinha: “Pimos” e um agradecimento.

Tenho uns primos muito comédia que me instigam a publicar todo esse processo: Marília e Duarte, seu esposo que às vezes chamo de primo, às vezes de irmão gêmeo. O legal de andar com eles dois é que sempre estamos nos identificando e empolgando.

Acredito que tenha sido a primeira hóspede da casinha deles, e fui tão bem acolhida, que pelas áreas deles, me senti no meu próprio cantinho. Do tipo que me acordo antes de todo mundo e já vou atrás do café. E quando acordam lá estou eu com lápis de colorir, ouvindo músicas bem ambiente, lendo Cora, lendo bíblia e às vezes observando seus filhos: Megan, Jake e Pedrita. Uma cachorrinha, um gato e um gatinha, respectivamente.

Nessa de identificação, o que destoa mesmo é horário de sono, considerando que sou mais diurna do que Marília e sempre foi assim. No mais, uma sequência de Youtubers animam nossas tardes. A gente gosta de umas coisas da Jout, a gente faz maratona de Dani Noce (Precisamos ir a Islândia, inclusive, qualquer dia desse, tudo por culpa da Dani Noce), a gente desembesta nos tutoriais de maquiagem, quando estou com Marilinha, ou então Nerdologia, quando a gente pende pros gostos de Dudu. Deu pra perceber ai a sintonia da turma?  Passando pra parte dos passeios, é passeio de adulto que define a gente, tá? Uma livraria, uma exposição, Leroy, TokStok, e pronto! Estamos felizes e inspirados. Isso quando não estamos vidrados no Pintrest.

Ai você me pergunta: O que o casal tem a ver a casinha? O fato é que tanta identificação com essa minha geração pede um compartilhamento mesmo que modo à distância, e não só eles dois. Meu amigo Yan está no embalo se alegrando comigo! Nay e And Rolim são os que buzino pra saber nomes de tintas! Uma turma do bem mesmo me manda mensagens, e pasmem: Hoje mesmo no meu trabalho veio um voluntário oferecer mão de obra para a pintura da mesma. Eu fico contente só com as intenções que se expõem. Toda a alegria compartilhada, redobrada,  dicas, mãos amigas mesmo, tudo me anima.

Devo confessar que o feedback instantâneo e a empolgação deles me atingem diretamente. Tem coisa melhor do que pessoas positivas pensando junto com você? Muito obrigada, viu? Dudu bem me lembrou que relatar minhas emoções por aqui poderia ajudar outrem, e essa é a ideia!

Depois de nos últimos posts tanto falar em dependência de Deus, é de encher o coração ver como Ele usa os seus e nos dá forças para manter o ritmo de mudanças. E que ritmo!

Mas por hora resolvi dedicar esse tempinho para agradecer mesmo. Até a você que veio aqui se alegrar conosco!

Valeu, turma!

Meu curso e xodó

As vezes, contando os episódios da infância, menciono o dia que vi um ladrão se esconder da polícia e  entreguei assim que vi a polícia. Eu era bem criança, costumava passar minhas férias escolares no ambiente de trabalho de minha mãe na época. Assim que vi a movimentação estranha dentro do paço municipal, não exitei em entregá-lo. Os minutinhos foram bem tensos e desde então, o irmão do prefeito da época me chamava de “minha detetive”.

Sequer sabia o que era ser um detetive só pra dar uma noção da minha pequenez, mas já gostava da ideia. Minhas brincadeiras com minhas primas incluíam observação dos comportamentos de quem nos cercava e registros. Me lembro da gente morrendo de rir anotando tudo.

Chegou a fase adolescente e algumas perguntas vinham à tona. Uma delas era o que cursar no ensino superior e eu me via uma baita psicóloga. Mas a ideia era sempre ver o que estava além do visível. Sempre. Amandinha detetive ainda estava ali, muito embora não tivesse dados reais dos cursos ofertados e tão estimados na época.

De modo geral, eu só queria estar além. Observar, observar e tentar entender situações, ações e talvez mergulhar nas intenções. Nem sempre expostas. Muitas vezes não expostas.  Veio Administração Pública como o curso conveniente, depois de um ano de pausa veio um curso que me fazia focar na palavra licenciatura, mas era em Letras Português. Nada mais óbvio pra uma detetive que gostava de registros. Ou uma aspirante a psicóloga, quando na prática já escrevia em blogs.

Foi um ano estudando onde convinha, pela ânsia de fazer as coisas bem no meu ritmo, até que num ritmo que ainda estou aprendendo a dançar, veio a universidade ansiada, com todos os desafios e confortos que um dia imaginei. Como um verdadeiro e claro presente de Deus, veio o curso que queria no local que queria.

Foi tempo pra atentar que a Psicologia não era bem meu rumo. A prova maior foi que, com uma certa frequência no Centro de Atenção Psicossocial, acabei por ouvir histórias e ter que sair às pressas para chorar. Me via angustiada, envolvida, impotente e chorona. Tem que ser muito profissional pra ser psicólogo, coisa que eu não saberia lidar.

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Apesar de parecer uma longa introdução, e pode até ser, o foco é que esses dias andei estudando Latim I, e ainda estou em andamento lá pelas tantas de Análise do Discurso. Como queria chegar nessas áreas, ciente do desafio. E entre um nervosismo e outro, resolvendo as coisas e tendo que assimilar às vezes de um jeito bem solitário, acabei conseguindo ver o quando gosto do meu curso e o cerne, a comunicação, como algo divino. E quando pende para o alto, meus olhos tendem a marejar.

Mergulhar na ciência que te faz, por exemplo, agora entender o que estou querendo dizer é um milagre! Você pegar esses códigos e conseguir, por vezes, até ouvir minha voz é incrível! E meu curso veio como esse presente pra mim, que ganhei além de teorias sistematizadas, além de outros presentes a curso prazo, mas entender que o cerne da comunicação está atrelado a minha tarefa aqui. Que veio ainda aguçar a Amandinha detetive, mas agora em textos, e textos que falem sobre o sentido e o sentir, e sentir, e ver, ouvir, entender, repassar, e agradecer e engrandecer ao Senhor disso tudo.

Que com toda certeza, te fez chegar até essas últimas palavrinhas pensando ser um texto que falava de um trajeto acadêmico, quando na verdade, tinha mais a ver com o descanso nAquele que tudo sabe, porque me trouxe até aqui; e ainda, pensar que qualquer outro curso, aponta para quem tudo fez, criou, formou para o Seu louvor.

Por isso da última vez falei que eu vejo Deus em tudo. Por isso eu gosto tanto de fotografia; elas falam muito. E até pela licenciatura em si, veio o gosto de fazer o que é meu trabalho no mundo: Ensinar. Não sobre coisas perecíveis, mas sobre verdade revelada. Coisa que não se atém a um “profissionalmente falando”, mas ao motivo da minha existência.